Condenado por estupro de crianças, Fernando Cunha Lima volta ao presídio após fim da prisão domiciliar

5 jun 2026 - Manchete Destaque

Mulher denuncia abuso na infância pelo pediatra suspeito de estuprar menina de 9 anos — Foto: Reprodução

O médico pediatra Fernando Paredes Cunha Lima, condenado em dois processos por estupro de vulnerável, voltou a cumprir pena no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa, nesta sexta-feira (5), após o encerramento do prazo de 180 dias da prisão domiciliar concedida pela Justiça da Paraíba.

A informação foi confirmada pela defesa do médico, que também informou já ter protocolado um novo pedido para que ele retorne ao regime domiciliar por motivos de saúde. Até o momento, não há prazo definido para análise da solicitação pelo Judiciário.

O retorno ao sistema prisional acontece poucos dias após uma nova decisão da Justiça que aumentou uma das condenações impostas ao pediatra. A pena, que inicialmente era de 22 anos, 5 meses e 2 dias de prisão, foi ampliada para 32 anos e 7 dias de reclusão por estupro de vulnerável.

Duas condenações por abuso contra crianças

Além dessa condenação, Fernando Cunha Lima também foi sentenciado em outro processo pelo mesmo crime. A decisão, proferida em março deste ano, estabeleceu uma pena de 20 anos de prisão.

Segundo as decisões judiciais, os abusos ocorreram durante consultas médicas realizadas em 2021. A Justiça entendeu que os crimes aconteceram em ocasiões distintas, caracterizando múltiplas infrações penais.

Em uma das sentenças, a magistrada destacou a repetição da conduta e apontou a existência de um padrão de comportamento. Já em relação a uma das acusações apresentadas no processo, o médico foi absolvido por falta de provas suficientes para sustentar uma condenação.

Histórico do caso

Fernando Cunha Lima foi preso inicialmente em março de 2025, no estado de Pernambuco, após ser considerado foragido da Justiça. Dias depois, foi transferido para a Paraíba e encaminhado ao Presídio Especial do Valentina.

Em dezembro do mesmo ano, a Justiça autorizou a prisão domiciliar após a defesa apresentar laudos médicos apontando problemas de saúde. Agora, com o encerramento do prazo da medida, o pediatra voltou ao regime prisional enquanto aguarda a análise do novo pedido protocolado por seus advogados.

O caso ganhou ampla repercussão na Paraíba e segue sendo acompanhado de perto pela sociedade e pelos órgãos de Justiça.

O POVO PB

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