Ministério Público apresenta nova denúncia na Operação Indignus sobre fraudes no Hospital Padre Zé
29 maio 2024 - Paraíba
Hospital Padre Zé, em João Pessoa — Foto: Edcarlos Santana/Arquivo
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou a terceira denúncia no âmbito da Operação Indignus, que investiga fraudes e desvios no Hospital Padre Zé, em João Pessoa. A nova acusação envolve o desaparecimento de dezenas de aparelhos celulares doados pela Receita Federal à instituição.
Entre os denunciados estão o padre Egídio de Carvalho, ex-diretor do hospital, e Samuel Segundo, ex-funcionário da entidade. Conforme relato do MP, as caixas contendo os aparelhos celulares foram entregues ao hospital e, posteriormente, parte da carga desapareceu.
O desaparecimento dos aparelhos celulares deu início a uma investigação que já revelou desvios de aproximadamente R$ 140 milhões. A denúncia foi aceita recentemente pelo juiz José Guedes Cavalcanti, da 4ª Vara Criminal da Capital. O Ministério Público está pedindo a condenação de Egídio e Samuel, além de um pagamento de R$ 525 mil. Ambos foram enquadrados pelo MP por apropriação indébita.
Esta não é a primeira acusação contra Egídio de Carvalho no contexto da Operação Indignus. Ele já foi denunciado em outras duas ações: uma referente à compra e aluguel de um veículo para uma ex-diretora do hospital, e outra relacionada à aquisição de monitores hospitalares.
A Operação Indignus visa combater fraudes e desvios de recursos no Hospital Padre Zé, uma instituição de referência em João Pessoa. As investigações têm revelado um esquema de desvio de fundos e irregularidades na administração do hospital, afetando diretamente a qualidade dos serviços prestados à população.
O POVO PB
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