MPPB pede investigação contra empresa da coleta de lixo de João Pessoa por suspeita de reter dinheiro de empréstimos de trabalhadores

8 jul 2026 - Notícias

Segundo o Ministério Público, mais de 600 funcionários podem ter sido prejudicados após descontos em folha que não teriam sido repassados aos bancos  — Foto: Niaranjan do Ó/Secom-JP

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) solicitou à Polícia Civil a abertura de uma investigação contra a Inovar Soluções Ambientais Ltda., empresa responsável pela coleta de lixo em João Pessoa. A suspeita é de que a empresa tenha descontado parcelas de empréstimos consignados dos salários de trabalhadores, mas não tenha repassado os valores às instituições financeiras.

O procedimento administrativo foi assinado pelo promotor Ricardo Alex Almeida Lins, da 9ª Promotoria de Justiça de João Pessoa, e busca acompanhar a instauração do inquérito policial e o andamento das investigações.

De acordo com o Ministério Público, as supostas irregularidades teriam ocorrido entre janeiro de 2025 e 25 de fevereiro de 2026. A denúncia aponta que cerca de 616 trabalhadores, entre agentes de limpeza urbana e coletores, podem ter sido prejudicados. Um dos casos citados envolve operações de crédito junto ao Banco Itaú.

A apuração começou após o Ministério Público do Trabalho (MPT) encaminhar informações ao MPPB. A denúncia foi feita por um funcionário da empresa, que teve a identidade preservada.

Na avaliação do Ministério Público, a conduta pode caracterizar, em tese, o crime de apropriação indébita, já que os valores teriam sido descontados diretamente da remuneração dos empregados, sem o devido repasse às instituições financeiras.

O promotor determinou o envio do procedimento ao delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, que deverá designar um delegado para conduzir o caso. A Polícia Civil terá prazo de 15 dias para informar ao Ministério Público o registro oficial da investigação.

Até a publicação desta reportagem, a empresa Inovar Soluções Ambientais Ltda. não havia se pronunciado sobre as acusações.

O POVO PB

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