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Um ano após restrição do uso de celulares em escolas, MEC avalia impactos da lei no país
19 jan 2026 - Brasil - Mundo
Um ano após restrição do uso de celulares em escolas, MEC avalia impactos da lei no país — Foto: Reprodução
Um ano após entrar em vigor a lei que restringe o uso de celulares em escolas públicas e privadas de todo o Brasil, o governo federal anunciou que vai realizar uma pesquisa nacional para avaliar os efeitos da medida no ambiente educacional. O levantamento deve analisar avanços, desafios e a percepção de estudantes, professores e famílias sobre a norma.
A legislação, sancionada em janeiro de 2025, estabeleceu limites ao uso de aparelhos eletrônicos durante o período escolar, com o objetivo de reduzir distrações em sala de aula e estimular a convivência entre os estudantes. Passados doze meses, educadores já apontam mudanças significativas na dinâmica pedagógica e no comportamento dos alunos.
De acordo com relatos de gestores escolares, a principal alteração percebida foi o aumento do foco dos estudantes durante as aulas. Antes da lei, o uso constante de celulares comprometia a atenção e dificultava a condução das atividades pedagógicas. Com a restrição, o ambiente escolar passou a favorecer mais o aprendizado e a interação entre alunos e professores.
Em colégios particulares de João Pessoa, por exemplo, coordenadores pedagógicos relatam que, além da melhora no rendimento em sala, houve uma mudança no comportamento durante os intervalos. Atividades coletivas como jogos de tabuleiro, esportes e brincadeiras passaram a ser mais disputadas, substituindo o uso individual dos aparelhos eletrônicos.
Apesar disso, o início da implementação foi marcado por resistência. Muitos estudantes questionaram a medida, alegando direito ao uso do aparelho por se tratar de bem pessoal. Com o passar do tempo, no entanto, a aceitação aumentou. Segundo educadores, hoje a maioria dos alunos lida com a regra de forma mais natural, e parte deles sequer leva o celular para a escola.
Pais também avaliam positivamente os efeitos da lei. Famílias relatam melhora na socialização dos filhos e maior engajamento nas atividades escolares. Especialistas destacam que o sucesso da medida depende da parceria entre escola e família, para que as regras sejam respeitadas também fora do ambiente escolar.
Para profissionais da psicologia e da educação, a restrição ajuda a equilibrar uma disputa considerada desigual. O celular, com conteúdos rápidos e altamente estimulantes, tende a competir diretamente com o processo de aprendizagem. Nesse contexto, a limitação do uso do aparelho contribui para preservar a atenção dos estudantes e fortalecer o papel pedagógico da escola.
A pesquisa anunciada pelo Ministério da Educação deve servir de base para ajustes na política pública, identificando pontos de aprimoramento e boas práticas adotadas pelas redes de ensino. Os resultados ainda não têm data para divulgação.
O POVO PB
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