PF detalha esquema de lavagem de dinheiro com apostas esportivas e mira empresa na Paraíba

13 ago 2026 - Notícias

Operação Arena investiga suposta evasão de divisas e lavagem de dinheiro; Justiça determinou bloqueio de até R$ 1,1 bilhão — Foto: Divulgação

A Polícia Federal detalhou, nesta quinta-feira (13), como funcionaria o suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo apostas esportivas e jogos de azar investigado na Paraíba e em outros quatro estados. Segundo a PF, recursos obtidos com as apostas eram enviados para Curaçao, no Caribe, e depois retornavam ao Brasil com aparência de legalidade.

A investigação faz parte da Operação Arena, realizada em conjunto pela Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Receita Federal. Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.

Além das buscas, a Justiça Federal determinou quebras de sigilos bancário e telemático e autorizou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores relacionados aos investigados.

De acordo com a PF, valores provenientes das apostas eram enviados para o exterior por meio de empresas de compensação financeira. O dinheiro chegaria a uma empresa registrada em Curaçao, apontada pelos investigadores como empresa de fachada.

A empresa, segundo a investigação, não teria funcionários nem atividade econômica efetiva.

Depois de receber os recursos, os envolvidos solicitariam pagamentos apresentados como prestação de serviços. Para justificar as operações, eram emitidas notas fiscais pela empresa sediada em Curaçao, embora, conforme a PF, os serviços descritos nos documentos não tivessem sido realizados.

Com essa documentação, o dinheiro retornaria ao Brasil apresentado como pagamento por serviços contratados no exterior, criando, segundo os investigadores, uma aparência de origem lícita.

Os valores acabariam novamente no patrimônio da própria empresa ou dos sócios envolvidos.

Na Paraíba, a sede da PixBet, em Campina Grande, no Agreste, foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação, segundo informações divulgadas pela TV Cabo Branco.

A residência de um homem apontado como possível “laranja” do grupo também foi alvo da ação. A identidade dele não foi divulgada.

O advogado Nelson Willians também é alvo da investigação. Agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de busca e apreensão em uma residência dele em São Paulo.

A defesa da PixBet foi procurada, mas não havia se manifestado até a última atualização da reportagem.

Segundo a Polícia Federal, o esquema investigado pode envolver, além da lavagem de dinheiro e evasão de divisas, sonegação de impostos, desvio de recursos, concorrência desleal e fortalecimento de organizações criminosas.

Os investigados poderão responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, além de outros delitos que venham a ser identificados durante o avanço das investigações.

As autoridades ainda devem analisar documentos, equipamentos e dados apreendidos durante a operação para identificar a extensão do suposto esquema e a participação de cada investigado.

O POVO PB com TV Cabo Branco

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